Operação de auditores-fiscais do trabalho resgataram 14 pessoas em condições análogas às de escravidão em um canteiro de obras e em um ponto de extração de areia, em Goiás. Os dois locais foram interditados e os empregadores, que não tiveram os nomes divulgados, devem ser multados e receberam autos de infração. Todas as vítimas foram retiradas dos locais e devem receber três parcelas de seguro-desemprego, no valor de um salário mínimo cada.Conforme o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a ação ocorreu entre os dias 25 de junho e 6 de julho na cidade de Goiás, que fica ne região noroeste do estado. Os dois postos de trabalho ficavam em regiões rurais e não proporcionavam condições básicas de higiene, alimentação e trabalho para os funcionários./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/N/F/8rRJqdT9qsEARsJxmEQg/escravidao4.jpg)
Local e balde usado pelos trabalhadores para tomar banho (Foto: Reprodução/MTE)
Os auditores encontraram dois trabalhadores no ponto de extração de areia às margens do Rio Caximbu. Conforme o relatório do TEM, eles bebiam a água do próprio rio (também usada por animais) sem qualquer filtro, dormiam em barracas, não tinham cozinha ou local adequado para fazer as refeições e não tinham banheiro. Além disso, o documento apontou que eles não tinham qualquer equipamento de proteção e ficavam expostos a riscos de ferimentos no trabalho.
Neste caso, conforme o auditor Roberto Mendes, a empresa responsável recebeu 13 autos de infração pelas irregularidades encontradas. O cálculo para acerto com os trabalhadores ficou em R$ 9 mil e o local de trabalho ficou interditado./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/a/e/U3iSY3QVAaJ5FqNcg8EA/escravidao7.jpg)
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Alojamento dos servidores não tinha estrutura adequada, segundo MTE (Foto: Reprodução/MTE)
O segundo ponto fiscalizado foi o espaço de construção de um frigorífico. No local, os auditores resgataram 14 trabalhadores sem registro, sem qualquer equipamento de proteção, nenhum responsável técnico e usando andaimes improvisados de até 7 m de altura. Conforme o relatório dos fiscais, os servidores também não tinham acesso a banheiros ou refeitórios e também não recebiam água filtrada ou alimentação dos empregadores.
A empresa responsável, conforme o MTE, foi notificada e regularizou os contratos dos trabalhadores e fez o pagamento de R$ 50 mil, somatória das rescisões dos servidores.
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Trabalhadores não tinham equipamentos de proteção em construção de frigorífico (Foto: Reproduão/MTE)






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